Brasil quer travar publicidade disfarçada de conteúdo e obriga influenciadores de jogo a identificar patrocínios
O regulador brasileiro está a preparar regras mais duras para conteúdos de casino e apostas promovidos por criadores digitais. A proposta foca-se em transparência, rastreio de contratos e sinais claros para o público distinguir entretenimento de publicidade.
O Ministério da Fazenda abriu uma nova ronda de discussões para apertar a fiscalização sobre publicidade de jogo feita por influenciadores, streamers e afiliados. A ideia é exigir identificação visível de patrocínios, registo dos contratos comerciais e marcação inequívoca de links promocionais, reduzindo a zona cinzenta entre conteúdo editorial e anúncio.
A proposta surge depois de vários episódios em que campanhas pagas circularam sem aviso suficiente, sobretudo em vídeos curtos e transmissões ao vivo. Para os reguladores, o principal risco é o público mais jovem consumir mensagens de jogo como se fossem recomendações espontâneas, sem perceber que existe uma relação comercial por trás.
Segundo fontes do setor, as novas regras devem também obrigar operadores a manter um histórico verificável das campanhas, incluindo datas, peças criativas e canais usados. Isso facilitaria auditorias e permitiria identificar rapidamente parcerias que violam limites etários, horários de divulgação ou requisitos de linguagem responsável.
As casas de jogo veem a mudança com alguma preocupação, mas reconhecem que a pressão por mais transparência é crescente em vários mercados. Se a norma avançar, o Brasil pode tornar-se um dos primeiros países da região a impor um modelo mais formal de rastreabilidade para publicidade digital de jogo online.
Fonte: iGaming Monitor
