Reino Unido prepara auditorias independentes aos algoritmos que recomendam jogos e promoções
O regulador britânico quer passar a escrutinar os sistemas que personalizam lobbies, notificações e ofertas em casinos online. A medida pretende reduzir vieses opacos e dar mais transparência ao jogador sobre por que motivo vê determinados conteúdos.
O debate sobre personalização no jogo online entrou numa nova fase no Reino Unido, com o regulador a avançar para uma proposta de auditoria independente aos algoritmos usados pelos operadores. Em causa estão motores de recomendação que escolhem que jogos aparecem em destaque, que bónus são mostrados e em que momento surgem lembretes ou notificações.
A principal preocupação é a falta de visibilidade sobre os critérios usados para segmentar jogadores. As autoridades querem saber se estes sistemas estão a privilegiar utilizadores de maior risco, se reforçam padrões de jogo excessivo e se conseguem distinguir entre uma recomendação útil e uma pressão comercial desnecessária.
Para os operadores, a mudança implica documentação técnica mais detalhada, testes de enviesamento e processos de validação por terceiros. Vários grupos já admitem que terão de rever a forma como treinam modelos de machine learning e como registam decisões automatizadas, sobretudo em campanhas dinâmicas e ecrãs iniciais personalizados.
Se a proposta avançar, o Reino Unido poderá tornar-se um dos primeiros mercados a exigir prestação de contas algorítmica de forma tão explícita no iGaming. Analistas do setor acreditam que a regra acabará por influenciar outros países europeus, especialmente em mercados onde a discussão sobre proteção do jogador e publicidade dirigida já está em cima da mesa.
Fonte: RegTech Gaming Desk
